o luxo é se sentir bem

entre Ozempic e 5AM club, o bem-estar também virou símbolo de status

 

hey!

recentemente me deparei com a expressão “january blues”, que descreve o desânimo que muita gente sente em janeiro no pós-festas de fim de ano, somado à pressão de “ano novo, vida nova”. descobri que tenho isso todo ano.

e, para comemorar o fim desse mês interminável, fiz uma pesquisa a fundo sobre como o mercado de wellness tem sido um cultural shifter, impactando outros mercados — inclusive o da moda.

para complementar a análise, chamei a Carol Carretero, co-founder da Theta, para trazer uma reflexão sobre o que é o novo se sentir bem.

tem também meus cool finds, favoritos de janeiro e uma análise dos meus destaques da haute couture.

espero que gostem :)

have a nice reading!

onde o wellness encontra a moda?

Como que a geração que mais está ligada ao "wellness" também é a geração mais depressiva e ansiosa que já existiu? Não é meio contraditório?

O fato é: o wellness deixou de ser algo que levávamos como hobby e passou a ser um dos fatores centrais da nossa vida. Esse mercado, que hoje vale US$ 233 bilhões, virou um estilo de vida — e fatura muito dinheiro te convencendo que você precisa sim acordar muito cedo, tomar 500 ml de água em jejum, ir para a academia, fazer cardio sem comer nada, chegar em casa e tomar um café da manhã (com proteína, duh…), dar 10k passos, evitar açúcar, tomar 10 suplementos que prometem algum tipo de milagre no seu corpo e disposição, dormir cedo, beber 3L de água, comer proteína em absolutamente todas as refeições…

Fast food? Cuidado, você acabou de perder 10 anos de vida só de ler essa palavra.

Cansei só de escrever. E não estamos todos cansados? Muito mais mentalmente do que pelas horas gastas na academia — se é que isso é possível.

Um mercado que nasceu para diminuir o nosso stress acabou se tornando a maior fonte de stress de várias pessoas. E como a moda sempre respondeu aos ideais de corpo e comportamento, ela virou uma das principais vitrines desse novo wellness.

Não faz muito tempo que o maior símbolo de luxo era um corpo magro e definido. Isso demonstrava que você fazia questão de comer bem e se exercitar. E não me leve a mal — ainda valorizamos muito a magreza no mundo atual (arrisco dizer, mais do que nunca). Mas, a partir do momento em que remédios de emagrecimento se tornam cada vez mais comuns em diversos meios sociais, o esforço que você faz na academia acaba não sendo mais o único parâmetro.

E isso nos leva a um wellness diferente, que vem nascendo aos poucos e tomando diversos espaços: o wellbeing.

Wellbeing é se sentir bem. Não só fisicamente, mas principalmente mentalmente. E quando o objetivo muda de performance para bem-estar, o que a gente consome também muda.

O mercado saudável cresceu tanto que acabou se tornando um cultural shifter, que muda e dita tendências em todos os aspectos da nossa vida — e não seria diferente com a moda. O corpo sempre foi um dos principais suportes da moda, então quando o ideal de corpo muda, a moda muda junto.

Esse vídeo da Rian Phin traz uma reflexão muito boa sobre como viemos de uma moda completamente tomada pelo streetwear — calças largas, cargo, misturas de modelagens e camadas — para migrarmos para uma moda cada vez mais slim, com jaquetas viralizadas da Lululemon que são tão justas que fazem questão de demonstrar o quão difícil foi conquistar aquele corpo.

Antes, o streetwear comunicava que você era um insider da cultura, sabia sobre música e pertencia a um grupo. Hoje isso perdeu força. É muito eu, eu e eu. Os hobbies são cada vez mais individuais e menos sobre pertencimento.

E quando a cultura muda, a moda muda junto.

A moda sempre se adapta, porque ela é reflexo direto do que a gente valoriza. Se antes a roupa comunicava comunidade, hoje ela comunica disciplina, autocuidado, performance. Quanto mais ligamos para padrões (ou melhor, ficamos obcecados por eles), mais queremos mostrar isso na moda.

Um estudo da BoF mostra que a Gen Z e os Millennials representaram 40% dos consumidores do mercado wellness no ano passado. E que 84% dos americanos e 94% dos chineses priorizam o wellness. Esses dados ajudam a explicar por que o bem-estar deixou de ser nicho e virou linguagem de mercado.

E algumas marcas já estão indo além de comunicar bem-estar — elas querem literalmente vestir o bem-estar. Transcender o físico e ir para um sentir-se bem completo.

A Coperni, marca parisiense conhecida por inovações tecnológicas no fashion, lançou uma linha chamada C+ (Carewear) que leva esse conceito a outro nível: peças feitas com tecido infundido com probióticos e prebióticos que interagem com a pele enquanto você usa. A ideia é equilibrar o microbioma da pele, fortalecer a barreira natural e apoiar mecanismos de auto-reparação, funcionando quase como um skincare contínuo.

Carewear Coperni | Oura Ring x Gucci (reprodução: Instagram)

Eu sempre acompanho esse Instagram que fala dos produtos mais buscados da semana, e o Oura Ring está no ranking há meses. Um anel que mede tudo na sua vida: sono, passos, janela de cafeína, kcal gastas. O anel do glow up, que te dá dados de como melhorar. A Gucci entrou na jogada e lançou uma colaboração com eles, unindo moda e wellness — afinal, não é esse o novo luxo?

Tudo isso é muito novo, e com a internet as mudanças são muito rápidas. Mas o fato é que estamos caminhando para um equilíbrio entre saúde e diversão. Porque do que adianta viver sendo uma máquina de produtividade se estamos infelizes e sem saúde mental? Viver melhor agora é ter momentos de diversão mantendo a disciplina.

Kith Ivy (reprodução: Instagram)

E as marcas migram para esse caminho, criando os famosos third places — espaços onde queremos estar entre casa e trabalho — como o Kith Ivy, um projeto da marca de moda Kith criado por Ronnie Fieg, que vai bem além de roupas: é um clube de lifestyle exclusivo (com quadras de padel, SPAs…) + uma linha de produtos ligados ao esporte e ao luxo.

Ou a Sporty & Rich, que criou todo um ecossistema do que é ser saudável e hoje consegue vender muito mais que roupas. Vai de garrafinhas de água a livros. Sem falar que a loja em si é uma experiência, com bar de smoothie e sala de massagem.

A mudança era quase inevitável. O pêndulo que vai muito forte para um lado sempre acaba voltando para o outro. O wellness começa a sair do lugar de produtividade extrema, de rotina rígida e sem exceções, para ocupar um espaço mais humano — que se preocupa em baixar o cortisol, em se sentir bem como um todo, não só fisicamente.

No fim, a moda só traduz o momento. E, agora, o momento parece ser sobre viver bem — não só parecer bem.


Shop my cool finds 🙂 
  • Calça Jeans: essa lavagem polish ta super em alta e achei o preço ótimo. É uma calça eterna, nunca sai de moda.

  • Bolsa Tote: tamanho ótimo para o dia a dia, cor super coringa.

  • Polo listrada: Sou obcecada em camisetinhas polo, e essa listrada é muito fofa. O preço está bem bom.

  • Anel pedras: simplesmente único. Muito lindo e autêntico. Da para comprar com e sem as pedras.

  • Sapatilha Mesh: já pensei em vários jeitos de usar. Com ou sem meia colorida, fica lindo!

Todo mundo quer se sentir bem w/ Carol Carretero

Oii, prazer!! Eu sou a Carol :)

Por natureza e formação acadêmica, eu venho do campo das artes. Mas hoje sou empreendedora à frente da Theta Movement (@theta.movement), onde combino minha paixão por comunicação, estética e um estilo de vida saudável.

Ainda me apresentando e para que minha reflexão faça sentido, escolho contar para vocês que minha abordagem sempre foi analítica. Desde criança, olhei o mundo com as lentes de quem investiga causas, sintomas e desdobramentos, a fim de organizar e entender cada cenário aplicado ao meu próprio universo.

Foi dessa forma que cheguei ao campo de pesquisa sobre arte e metodologias a partir de atividades físicas (mas essa também é outra história).

Agora convido vocês a uma reflexão sobre o porquê dessa alta de wellness.

Todo mundo quer se sentir bem. E mesmo que sem consciência disso, tomamos todas as ações para alcançar esse mesmo resultado. 

Então porque estamos vivendo nessa onda de ansiedade, distúrbios e depressão?

 Minha frase preferida, que funciona quase como um mantra, é: “de tão particular, se torna universal”. Significa que tudo aquilo que investigamos, tiramos as cascas, camadas externas  até alcançar o que há de mais íntimo, existe também, em algum grau, dentro das outras pessoas. Por isso é universal, afeta e transforma, diferente de criações em massa que geram identificação por serem comuns, mas não carregam potência porque permanecem na superfície.

Descobri esse conceito ainda na faculdade, enquanto estudava um escritor russo muito conhecido chamado Liev Tolstói. Eu sei que parece loucura, mas vamos chegar no wellness. Tolstoi escreveu sobre luxo, riquezas e aristocracia, mesmo trazendo camadas e camadas profundas sobre a vida humana em suas obras, o romancista enfrentou uma crise existencial. Passou a sentir que aqueles cenários o afastavam do sentido real da vida e decidiu buscar a simplicidade, se mudando da elite, trabalhando no campo e escrevendo sobre moral, espiritualidade, corpo e verdade. Tolstói descobre que o universal é potente e nasce do íntimo, é assim que enxergo a arte. O sentido da vida, a partir de suas obras posteriores, passa a ser viver momentos com qualidade, auto-respeito, cultivando paciência e amor.

Conseguiu enxergar esse paralelo com o mundo que vivemos hoje?

Como nunca antes, nossa geração foi bombardeada por estímulos dopaminérgicos, telas, informações e pessoas que do outro lado do mundo nos causam admiração, comparação ou ansiedade. Esse excesso de estímulos, e vulnerabilidade para com a cultura do consumo, se expandiu de maneira tão grande que causou um sentimento compartilhado da falta sentido e conexão com o que consumimos. Ao mesmo tempo, os avanços científicos e o mundo em que estamos vivendo, resultam em gerações que envelhecem mais, causando uma necessidade de envelhecer bem, com saúde e autonomia (Longevidade).

 Vamos usar as lentes do olhar analítico e entender o porque wellness se tornou necessidade para a geração e para marcas. (causas, sintomas e desdobramentos).

Causas:

  • Necessidade de longevidade.

Falta de conexão com o que consumimos.

Sintomas:

  • O mundo está em crise existencial.

  • Todo mundo quer se sentir bem. (é potente e universal, porque no fundo do fundo, existe esse sentimento em todo mundo).

Desdobramentos:

  • Bem-estar se conecta com todos que querem se sentir bem.

  • Bem-estar traz longevidade.

  • Bem-estar traz valores reais ao consumo.

 Wellness vira necessidade de marca e posicionamento

Tecnologias, suplementações, biohacking, yoga, pilates…. De repente, por todos os lados vemos o mercado tentando caminhar com o que agora comunica e afeta todo mundo: a necessidade de se sentir bem.

Poderíamos facilmente fazer um desdobramento para o mercado do luxo ou de experiências, mas escolho saltar para o mercado fitness, usando minha própria marca como retrato. Para quem analisa superficialmente, vendemos pesinhos coloridos e acessórios de treino para as modalidades que estão em alta. Meu olhar é diferente.

A Theta nasceu com valores pessoais que compartilho com meu sócio: Disciplina, constância e resiliência. Coisas básicas que só você pode fazer por você mesmo, mas que curam, transformam e trazem a consciência do nosso poder de agir. Me comprometi a passar o recado de que mente e corpo trabalham em unidade, então a ferramenta mais objetiva para tratar sintomas mentais é justamente o trabalho com o corpo físico.

Mesmo com toda a evolução de inteligências artificiais e tecnologias, penso que o melhor biohacking seja voltar para o básico: comer bem, exercitar a paciência e presença, se expressar, respirar, construir músculos e nos relacionar com outras pessoas. Com a Theta, quero construir caminhos para que todos encontrem essas potências e experimentem esse bem-estar cultivado de dentro.

Fomentar metodologias, técnicas e justificativas biomecânicas, faz parte desse compromisso pessoal que carrego em mim. Encontrei em meu íntimo essa vontade de estar bem, descobri preocupações com minha qualidade de vida, experimentei caminhos que agora merecem ser compartilhados. Então obrigada por ter compartilhado seu tempo com minha reflexão.

Espero encontrar todas vocês em uma aula THETA de sculpt e consciência corporal, com direito a brunch e conversas. Bjs!!

Acabou de acontecer a Semana de Alta Costura — possivelmente a melhor semana do ano para quem ama moda. É a moda na sua forma mais pura e artística. Um verdadeiro colírio para os olhos.

Reuni meu top 3 desfiles. E dessa vez precisei tirar Schiaparelli (lindo, como sempre) para abrir espaço para Valentino, que entregou um dos desfiles mais interessantes e provocativos da temporada. Let's see my fashion journal!

1- Chanel

Desculpem, essa newsletter talvez esteja virando um fã clube não oficial do Matthieu Blazy… Mas não consigo lidar. Tudo o que ele toca fica mágico. Eu realmente quase chorei assistindo o desfile (de novo….).

A coleção foi criada como uma celebração da natureza, leveza e poesia, com ênfase em tecidos translúcidos, materiais delicados e um cenário que evocava um bosque encantado repleto de cogumelos gigantes e árvores em tons suaves. Bem Disney coded. Inclusive a música de entrada é de Sleeping Beauty.

Foi a primeira vez na minha vida que eu vi uma calça jeans e uma bolsa de seda. Isso é tecnicamente perfeito, mostrando que alta costura não precisa ser apenas sobre lindos vestidos de festa.

⁂ Olhem como o site da Chanel está lindo mostrando a coleção! ⁂

2- Valentino

O nome Specula Mundi remete a um conceito de “espelho do mundo”, sugerindo uma visão da moda como reflexo da cultura, da memória e da história. A apresentação foi concebida como uma experiência única, com os convidados observando as peças por pequenas janelas, quase como em um peep show — uma metáfora para a maneira como a moda é vista e consumida hoje em dia.

Antes da coleção desfilar, o evento começou com uma voz de Valentino Garavani reverberando no espaço — retirada de um documentário sobre o designer — como um gesto de honra e respeito ao criador da maison.

O próprio formato do desfile — com visão fragmentada das roupas e um ambiente intimista — buscou provocar reflexão sobre o que significa ver e ser visto na moda contemporânea. E um detalhe que achei especialmente interessante: em alguns momentos, no lugar de rostos, o que aparece nas janelas são os celulares das pessoas. Uma crítica sutil, mas certeira, sobre o que é estar em um desfile hoje. Você está realmente lá?

3- Dior

“Quando você copia a natureza, sempre aprende algo. A natureza não oferece conclusões fixas, apenas sistemas em movimento — evoluindo, se adaptando, resistindo. A alta costura pertence a essa mesma lógica. É um laboratório de ideias, onde a experimentação é inseparável do savoir-faire, e técnicas consagradas pelo tempo não são preservadas como relíquias, mas ativadas como conhecimento vivo.“

Esse é um pedaço do press release de Jonathan Anderson sobre a coleção. A cenográfia contou com flores ciclâmen suspensas no teto – as mesmas que John Galliano deu para Jonathan de presente – representam a continuidade criativa, que segue viva igual uma flor.

Dior apresenta uma coleção bonita com um toque de estranheza (bem a cara de Jonathan). Traz um legado com um dedo de modernidade e inovação. As bolsas e principalmente o vestido de noiva, são as minhas peças favoritas.

Esse mês foi tão longo que parece que vivi três em um. E, com isso, vieram muitos favoritos:

1. Comecei janeiro na praia, então preciso falar do melhor bronzeador do mundo. Esse bifásico da Isdin protege e bronzeia — perfeito.

2. Lembra da pulseira Life da Pandora? Decidi fazer a minha versão, mas em um colar. Estou juntando charms que significam coisas importantes pra mim: do raio da The Setters à medalha de São José.

3. Aera Pilates. Ele já aparece bastante no meu Instagram, mas vale recomendar por aqui também. As aulas são super dinâmicas e trabalham muito os músculos. A de core é minha favorita.

4. Testei o corretivo da Kosas por acaso — o que eu queria não tinha na loja e me indicaram esse. Ainda bem. Já virou um dos melhores que usei: cobre bem sem pesar e se mistura perfeitamente na pele.

5. Pó rosa abaixo dos olhos. Estou amando — deixa o olhar iluminado. Estou usando o da One Size.

6. Eu amo presilhas em formato de flor e achei uma linda na Renner por acaso. Fiquei apaixonada.

7. Quem me conhece sabe que eu amo reggaeton e música em espanhol. Descobri o Sebastián Yatra e estou obcecada. Minha favorita é Tacones Rojos. Escutem.

Reading is not only sexy, it’s also cool.

A Casablanca, uma das marcas mais interessantes do momento acaba de abrir uma livraria dentro da sua flagship em Paris. O espaço funciona de 23 de janeiro a 22 de fevereiro, com curadoria feita em parceria com a EPHEMERA, que mantém arquivos de moda na cidade.

A iniciativa conversa com a ideia de third place que comentei no texto principal. Cada vez mais, marcas buscam criar esse “terceiro espaço” entre casa e trabalho — lugares para desacelerar, descobrir coisas novas e ter experiências que vão além da compra.

Instagram Post

🏓 O maior case de marketing cinematográfico da atualidade. Esse filme fez um merch virar item #1 na wishlist, antes mesmo de ter sido lançado. Agora essa collab.

✨ A coisa mais linda que vi nos últimos tempos na alta costura. Já elogiei o suficiente na edição, mas não podia deixar de fazer um comentário extra sobre essas bolsas.

🎞️ Watch party is the new party? Uma sessão de cinema para assistir um desfile, sounds cool.

Referral Program

No gatekeeping here! Share your link

Aqui tem o seu link para compartilhar a The Setters com quem você conhece e desbloquear prêmios. Cada pessoa que chegar por você, conta! e dá pra acompanhar tudo em tempo real nesse contador aqui embaixo:

Editor’s note

Oie! Eu sou a Pri Cao, e eu escrevo, edito e faço a curadoria de cada conteúdo que você encontra por aqui! Sempre fui apaixonada por moda e por toda liberdade criativa que ela nos proporciona. A ideia da The Setters é trazer conteúdos autênticos, com dados e estudos, mas também com a minha visão de mundo.

Espero que você goste de ler essa newsletter tanto quanto eu gosto de escreve-la! ❤️ 

Vou deixar aqui o link das minhas redes sociais para quem quiser trocar (sempre estou aberta e amo muito)

Instagram | Tiktok | Daily

Tell me what’s on your mind!

O que achou dessa edição?

boa 

ok 

SEE YOU NEXT FRIDAY!