tudo o que você não repara nos desfiles de moda

e tenho certeza que agora vai passar a reparar!

Hey!

Fashion week season chegando ao fim, e como uma boa apreciadora de desfiles, eu vim aqui contar tudo o que passa despercebido por nós, mas que transforma totalmente a narrativa que a marca quer contar.

Além disso, um recap da PFW, dica da minha bolsa de trabalho, e a Gi veio contar sobre empreender no mercado de influência.

Espero que gostem

Have a nice reading!

Life is just normal days between fashion week.

Eu amo a season de Fashion Week! Estamos agora na última semana das 4 maiores (NY, Londres, Milão e Paris). E, se tem uma coisa que adoro fazer, é assistir aos desfiles. Acho que a experiência é muito diferente de ver apenas as fotos dos looks na internet.

Existem elementos que são minuciosamente pensados para transformar a atmosfera do desfile e traduzir a coleção. Cada detalhe foi idealizado para contar uma história que veio da mente do diretor criativo. Muitas coisas passam despercebidas por nós, mas são esses pequenos detalhes que realmente mudam tudo.

💭 O que a gente não repara, mas que transforma a narrativa de um desfile?

1. Acting

Modelos são como atores interpretando a mensagem que a marca quer passar naquela coleção. Cada aspecto do comportamento dos modelos é cuidadosamente planejado: desde a escolha do casting (qual a idade? qual o tipo de beleza? existe diversidade?) até a maneira como caminham na passarela.

  • Balenciaga 2022: Modelos caminham com muita rigidez, com passos fortes e corpo endurecido. Isso transmite uma impessoalidade e distância, alinhando-se com o conceito de desumanização.

  • Alexander McQueen 1999: Os modelos são parte do espetáculo. Eles trazem à vida a arte de um vestido sendo feito ao vivo, com uma performance artística e uma análise crítica sobre a relação da moda com a tecnologia.

2. Beauty

A maquiagem e o cabelo das modelos comunicam mais do que imaginamos, e são um complemento essencial do look. Eles traduzem a personalidade de quem veste aquelas roupas – se são mais artísticos, desleixados ou trendy.

  • Alexander McQueen 1998: Um dos desfiles mais icônicos, com beleza bem marcada e escura, e no fim, uma chuva falsa que caía sobre a passarela, manchava maquiagem e cabelo – uma metáfora para a vulnerabilidade.

  • John Galliano 2009: Sempre teatral e artístico, Galliano trouxe uma beleza “frosty”, como se as modelos estivessem congeladas após dias em um local gelado. Tudo muito lúdico e performático. I love.

3. Soundtrack

A música, com suas pausas, trocas de faixas e silêncios estratégicos, é fundamental para firmar o ambiente e a vibe de cada coleção.

  • Ganni 2024: A playlist foi criada por inteligência artificial, com várias músicas com efeitos especiais de falas de IA, criando uma conexão instantânea com o público jovem e descolado da marca.

  • Gucci 2024: Músicas calmas, com um beat sexy e cool, e a letra “I love her, I love her, I love her, I don't want to change her”. Foi a primeira coleção de Sabato na Gucci e a trilha sonora firmou a imagem da mulher clássica, sexy e bold que ele queria resgatar, com a ideia de “não querer mudar ela”.

4. Luz

A iluminação quase nunca é percebida, mas é um dos principais fatores por criar o clima do desfile. Dependendo de ser mais forte ou suave, branca ou amarela, pontual ou abrangente, a luz define MUITO o mood da coleção.

  • Viktor&Rolf 2023: Spotlights diretos nas modelos, com todo o resto do cenário mergulhado na escuridão. Isso trouxe muita dramaticidade e fez com que cada modelo fosse o centro da atenção.

  • Acne Studios 2024: Diferente do caso de Viktor&Rolf, a Acne Studios usou luz branca intensa, que refletia no globo de discoteca gigante colocado no canto da passarela. Isso trouxe um mood futurista e conectou com a ideia de algo grande que se quebra em diversos pedaços (refletido também na trilha sonora, que parece sons de vidro quebrando).

5. Set

A cenografia é um dos aspectos mais óbvios, mas além da disposição do espaço, o tamanho e formato da passarela, o local dos assentos e até o número de fileiras, tudo contribui para o mood do desfile.

  • Prada 2015: A passarela era grande, mas a área em que as modelos desfilaram era super estreita. A cenografia tinha um aspecto de dunas, como se fosse uma caverna misturada com um deserto, mas com areia roxa. Tudo meio sobrenatural, como se fosse outro planeta.

  • Gucci 2018: O set se assemelhava a um hospital, refletindo a ideia de que somos como “Frankesteins” de nossas próprias vidas, nos costurando o tempo todo com partes dos outros. A passarela lembrava um corredor hospitalar, reforçando essa metáfora.

6. Styling

O styling é um elemento evidente, mas tem detalhes que, muitas vezes, passam despercebidos. O modo como o styling é montado diz muito sobre as roupas e a coleção. Às vezes, olhamos para um vestido e pensamos que ele é super girly, mas, no desfile, o styling traz elementos pesados e chunky, mudando completamente a percepção que temos sobre ele.

  • Prada 2025: Para questionar tudo o que entendemos sobre feminilidade, o último desfile da Prada fez um styling que mesclava itens considerados femininos com roupas mais pesadas, largas e de materiais como o couro.

  • Gucci 2017: Alessandro Michele é o mestre do mix and match no styling. Ele mistura estampas, texturas, acessórios… virou sua marca registrada. Cada look é uma mistura rica e criativa de elementos que transformam completamente a imagem que temos das peças.

Cada desfile é uma performance completa, com múltiplas camadas de comunicação. Acting, beleza, música, luz, set e styling são peças essenciais que, juntas, criam a narrativa que a marca e o diretor criativo querem passar. É nos pequenos detalhes que esse espetáculo toma forma e se torna um dos elementos mais legais que temos na moda hoje em dia.


Shop my cool finds 🙂 

Marketing de influ​ência with Gi Barbosa

Oiiiii! Meu nome é Giovanna Barbosa Apostolopoulos, tenho 20 anos e sou fundadora da IG CONNECTION.

Empreendendo no mercado de influencers

Quando decidi que iria cursar comunicação e marketing, vulgo pp, sabia exatamente onde iria parar : marcas de luxo, internet e influenciadores. Quando era mais nova queria ser atriz, entrar no mundo dos famosos, aparecer na tv. Pode se dizer que em proporções diferentes, que acabei no mesmo mundo, rs.

Comunicação sempre foi meu forte, logo quando entrei no primeiro semestre da faculdade comecei a procurar emprego, comecei a trabalhar literalmente na primeira semana da faculdade e cai no marketing de influência de cabeça. Fiquei um tempinho trabalhando na loucura de acompanhar uma big influ, depois fui trabalhar no marketing de uma multinacional. Trabalhava com marcas de luxo, com um super time incrível que esteve comigo por quase dois anos.

Quando decidi voltar pro mundo do marketing de influência comecei a entender sobre o backstage, como funcionava o mundo lindo do instagram, como funcionavam as conexões de marcas e influenciadores, como as blogueiras ganham dinheiro com isso e comecei a ficar obcecada por conectar pessoas que conhecia com o marketing de marcas que já tinha relacionamento.

A Lu Gabus que era da minha sala na facul, já fazia várias dancinhas no tiktok ( eu mesma já seguia e acompanhava ela) comentou comigo que uma marca havia fechado uma publi com ela; perguntei pra Luiza se ela precisava de ajuda para responder orçamento da marca, alinhar a entrega do produto, alinhar o conteúdo, a postagem, os feedbacks e todo o processo. Ela colocou meu email na bio dela por alguns bons meses ( até a gente ter um e-mail mais profissional que não fosse meu nome.com.br) e agora eu faço isso para mais de 20 influenciadoras, e a parte de PR para marcas, sai do meu trabalho e realllyyyy virei dona de uma agência.

Na minha visão, o marketing de influência é o futuro, milhares de marcas já preferem e optam por seguir com nano e micro influenciadoras para divulgarem seus produtos e suas marcas por ser muito mais fácil uma pessoa comum se identificar com o influenciador, e não só admirar ( mas nunca querer ou poder comprar aquilo).

Então, pra mim é muito gratificante assessorar e ajudar uma influenciadora pequena e crescer junto com ela. Hoje tenho um time perfeito comigo, influenciadoras que são amigas pessoais e muiito amor pelo que faço.

Quando alguma amiga minha está usando algo que eu amei, e eu vejo que o preço é bom, a resistência que eu tenho pra comprar é quase nula.

Minha amiga tava usando essa bolsa um dia e quando eu perguntei pra ela da onde era e a resposta foi: “Aliexpress e custou menos de 80 reais”, eu comprei 3 cores diferentes, risos.

Eu adoro essa bolsa, uso ela no trabalho e cabe tudo o que eu preciso levar (inclusive computador). O tecido não é dos melhores, mas pelo custo benefício ta mais do que ótimo.

Alaïa

Uma das marcas mais legais e inovadoras atualmente, a Alaïa trouxe os clássicos recortes e texturas que já são quase característicos, junto com muita transparência, furry e ombreiras. Amei

Courrèges

O baby pink já apareceu em vários desfiles nessa temporada, inclusive no da Courrèges. Além disso, teve os polêmicos vestidos com calça, bolsa com lugar para enfiar a mão e carregar de um jeito mais cool e abotoamento assimétrico em algumas peças.

Isabel Marant

A marca trouxe um styling bem maximalista, com paetes misturados com camisas, botas com polka dots com calças brilhates. Além disso, muita renda e transparência.

Chloè

Se depender da Chloè, 70s is back! Com óculos de lente clara, mangas bufantes, combinações de cores inusitadas, a marca trouxe a estética dos anos 70 de volta (já vinha trazendo muito boho nas últimas coleções).

Sou muito fã de ativações que traduzem a identidade da marca!

Para quem não sabe, Loro Piana é uma marca de luxo bem “old money”, com roupas clássicas e com estilo clean.

Com a volta da obsessão pelo impresso, a marca decidiu fazer um quiosque de postcards, onde você consegue enviar um cartão postal, pegar um jornal que conta a história dos 100 anos da marca, e ainda ganha uma tote bag exclusiva. Tudo isso durante a Semana de Moda de Milão.

Criei esse quadro para responder perguntas de vocês, direto ao ponto. As vezes a sua dúvida é a mesma de outra pessoa! :)

Oie, essas 3 pessoas que pensei quando li sua direct! ❤️ Amo seguir elas!

Uma das pessoas mais criativas que sigo no Instagram. Cada publi é um acontecimento, além dos looks super diferentes.

Ela é fashion designer e tem umas criações muito legais. Amo esses tênis com cadarços diferentes

Hi BritIsh Vogue! A Julia é jornalista e tem um dos estilos mais legais e diferentes!

Caso você tenha alguma dúvida ou queira algum guide especial por aqui, pode me mandar aqui, de forma anônima ❤️ 

🧥 Loewe dit it again! Obcecada nessa jaqueta.

🐻 Como vocês viram, o furry foi muitooo explorado na fashion week, e simplesmente eu amei essa collab. Eu amei a sapatilha rosa

🐩 O cachorro mais cool da internet

Editor’s note

Oie! Eu sou a Pri Cao, e eu escrevo, edito e faço a curadoria de cada conteúdo que você encontra por aqui! Sempre fui apaixonada por moda e por toda liberdade criativa que ela nos proporciona. A ideia da The Setters é trazer conteúdos autênticos, com dados e estudos, mas também com a minha visão de mundo.

Espero que você goste de ler essa newsletter tanto quanto eu gosto de escreve-la! ❤️ 

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