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o marketing de moda nunca mais foi o mesmo
Calvin Klein mudou o jeito de fazer propaganda

hey!
Acabou “Love Story” e eu ainda não superei. Fiquei completamente obcecada pelos looks e obviamente isso me levou a Calvin Klein. Quando comecei a prestar mais atenção e estudar melhor, fui percebendo que a marca não revolucionou apenas a moda, mas também o marketing da indústria inteira. Como sou formada e trabalho com isso, foi um assunto que adorei me aprofundar e espero que vocês gostem também.
Para complementar, chamei a Bruna Simões para dar dicas profissionais na área, também fiz meu moodboard para o outono com looks e peças essenciais para se ter & more
espero que gostem :)
have a nice reading!


Existem marcas que são referência cultural de tão marcantes que são. Algumas delas mudaram o percurso da moda, outras inventaram peças eternas, e outras moldaram o imaginário coletivo da época. Calvin Klein se encaixa perfeitamente nessa última.
Nascido no Bronx em NYC, Calvin era filho de imigrantes judeus e teve uma infância simples. Começou a se interessar por arte logo cedo, e graças ao incentivo de seus pais — principalmente de sua mãe, ele foi se aproximando e se apaixonando por moda. Quando se formou na escola, foi estudar fashion design no FIT (Fashion Institute of Technology).
Seu talento foi reconhecido cedo, e ele chegou a ganhar prêmios relevantes nos primeiros anos de sua carreira. Em 1968, fundou a sua marca que levava o seu próprio nome. Uma estratégia muito ousada para quem não tinha um passado significativo na moda ou um sobrenome relevante.

O foco nos primeiros anos da marca eram os casaco. Calvin demorou quase uma década para recalcular a rota e encontrar o seu nicho — que ouso dizer que ele mesmo o criou. Peças extremamente minimalistas e atemporais, com acabamento impecável e
Responsável por grande parte da estética minimal chic dos anos 90, e principalmente por ter mudado totalmente o curso da publicidade na época, Calvin conseguiu transformar uma empresa que tinha um investimento de US$10 mil em US$30 milhões de crescimento nos primeiros 10 anos de empresa.
Muito mais do que uma marca fashion, Calvin Klein se tornou um player cultural. Assim que Calvin encontrou sua vibe no mundo da moda, ele conseguiu transformar itens extremamente simples em peças apelativas e desejáveis. Uma calça jeans se tornou o item mais sexy que uma mulher poderia ter no guarda-roupa. A marca se tornou sinonimo de sex appeal.
Óbvio que uma roupa boa e bem feita acaba se vendendo sozinha, mas Calvin Klein foi além. Muito se deve a estratégia de PR (public relations) que foi impecável desde o início e continua sendo relevante e acertiva até os dias de hoje.
Parte de uma marca se constroi pela qualidade do produto, e a outra parte por quem usa o produto. Quando Calvin Klein decide fazer o #mycalvins e convidar personalidades extremamente relevantes para pousarem em cenários neutros, com roupas neutras. A estratégia da Calvin Klein sempre foi reduzir tudo — cenário, styling e narrativa — para que o peso cultural da pessoa faça todo o trabalho.
Os anúncios não vendiam a roupa, eles vendiam a imagem.
A primeira campanha foi em 1980, com Brooke Shields e foi muito polêmica e controversa. Mas foi responsável por muitos holofotes para a marca. Logo depois Tom Hintnaus foi o primeiro anúncio de underwear, que também mudou totalmente o percurso de como as pessoas enxergam as roupas intimas.
Antes da campanha, underwear masculino era comprado por necessidade, e então transformou a peça íntima em imagem aspiracional. Pela primeira vez, a cueca não era algo a esconder, mas algo capaz de construir identidade. E foi a primeira vez que uma marca colocou um homem como figura de desejo e de uma maneira sexy.
A estratégia deu tão certo que continua até hoje, no mais recente, Jeremy allem White participou de uma campanha que essencialmente tem a mesma mensagem de 30 anos atrás, e logo depois, na primeira semana, aumentou 30% as vendas da marca.
Calvin Klein era uma marca ousada e sem medo de errar, por isso cresceu exponencialmente no mercado. Foi quem trouxe a Kate Moss para o público e cresceu junto com ela, inclusive foi a primeira marca a cotnrata-la de novo quando ela deu uma pausa em sua carreira por conta das derogas, em 2006.
Recentemente, a marca voltou a ser uma das mais comentadas do momento, devido ao grande sucesso da série da Disney+ "Love Story”. A série gerou cerca de US$16.1 milhões em valor de impacto de mídia para a Calvin Klein. Mas honestamente, o MIV pouco importa, o que é relevante é o que você faz com a atenção recebida.
A marca recebeu um ressurgimento cultural de bandeja e foi certeira quando vestiou a atriz Sarah Pidgeon para a festa Vanity Fair do Oscar com um vestido e uma bolsa em formato do perfume Calvin Klein One.

A Calvin Klein nunca esteve fora da boca das pessoas, é uma marca que se reinventa mesmo fazendo sempre as mesmas campanhas e tendo a mesma essência há decadas. Muito mais do que ter mudado o percurso de moda, ela mudou também a cultura e a publicidade, se tornando uma das marcas mais relevantes. Ela sempre vai voltar, o minimalismo sempre vai olhar de volta pra Calvin Klein e ela nunca vai deixar de ser importante. A série foi um remember de tudo o que já fizeram, e o que continuam fazendo depois de tantos anos.


Shop my cool finds 🙂
Camisa Shoulder: amo camisas listradas e achei essa linda. O marrom deixa o look mais versátil ainda.
Sapatilha Larroude: amei a ideia de uma sapatilha estampada de onça. Fica linda com qualquer look básico
Shorts nv: atemporal e amo essa cor.
Demaquilante MAC: estou usando esse demaquilante e simplesmente adorei. Tira a maquiagem com muita facilidade.
Bolsa Zara: da pra perceber que eu to no mood listras? Adorei a bolsa e o tamanho é perfeito.

Fashion marketing tips w/ Bruna Simões
![]() | Oi, me chamo Bruna Simões! Sou coordenadora de marketing em uma marca de moda e minha trajetória profissional até aqui foi construída unindo sonho, propósito e muita curiosidade. Sou de Vitória, Espírito Santo, e vim de uma família de costureiras. Minha mãe, estilista de vestidos de noivas, sempre foi minha maior inspiração — foi através dela que a moda entrou na minha vida de forma muito natural. |
Na adolescência senti que poderia ir além da moda e costura, e a área de comunicação sempre me atraiu muito - filmes dos anos 90, como “De repente 30”, foram uma grande influência aqui.
Passei a sonhar no trabalho em revistas e em grandes produções, como sessão de fotos e semanas de moda, e foi assim que me mudei para São Paulo para estudar Publicidade e Propaganda.
Cheguei sem contatos, sem indicações — só com um sonho, muita vontade e uma inscrição no Vagas.com. Foi assim que consegui meu primeiro emprego, um estágio na Globo Condé Nast. Foi incrível! Acompanhei de pertinho todos os processos das maiores revistas de moda do mundo, ali entendi o que realmente me movia: criar conteúdos relevantes e imagens lindas com impacto cultural.
Ao longo dos meus 10 anos de trajetória, fui direcionando minha carreira de forma estratégica para vivenciar o máximo que pudesse dentro do marketing. Passei por veículos, agências e marcas. Busquei cursos complementares como marketing digital e design de moda. Cada experiência contribuiu para eu entender o que eu gostava de fazer e também os meus limites pessoais e profissionais.

alguns dos trabalhos realizados pela Bruna
Consigo identificar que, investir em estudo de análise de dados e manter a curiosidade ativa foram dois pontos que me ajudaram a crescer no mercado de marketing de moda - e essas são as minhas maiores dicas: dados + curiosidade.
Atualmente, como coordenadora de marketing, lidero a criação de campanhas, crio o planejamento de mídia e faço a gestão do CRM; Uma posição que exige equilíbrio entre muita criatividade e muita análise.
No dia a dia, o meu trabalho criativo não existe sem dados porque eles sustentam as decisões, e tornam a criatividade mais intencional. É fundamental aprender a analisar o mercado, a cultura, o comportamento humano e os resultados do negócio.
A curiosidade é o que mais me move e dá propósito a tudo o que eu crio - soa muito clichê, mas é muito verdade. E sinto que a curiosidade precisa ir além do marketing e da moda. Se interessar por todos os aspectos da vida e da sociedade amplia diariamente o meu repertório, fortalece as referências e me torna capaz de criar com mais verdade e sensibilidade.
No fim, além de toda história e dicas, eu acredito que o mais incrível é conseguir realizar os sonhos profissionais sem perder a essência e os valores que a gente carrega no pessoal. Acredito que uma experiência de trabalho é apenas uma parte da nossa vida e precisa fazer sentido com o que somos em totalidade. Esse balanço entre pessoal e profissional, é muito desafiador, mas quando encontramos é muito valioso.

Infelizmente o verão acabou, e mesmo sendo a minha estação favorita, confesso que acho desafiador se vestir para o dia a dia em uma cidade que faz 40ºC.
No quesito fashion, o outono e a primavera são as melhores estações para montar looks estilosos. E mesmo o clima estando um pouco confuso nos últimos meses, o outono normalmente é mais ameno, e eu amo a combinação de looks básicos com casacos e botas statement.
Criei um moodboard de como quero me vestir neste outono — sempre faço isso e, dessa vez, decidi compartilhar aqui. Separei peças nas quais eu investiria e combinações fáceis de reproduzir usando roupas básicas.

moodboard outono | fotos reprodução: Pinterest
Amo a ideia de usar roupas básicas e ter uma terceira peça que muda completamente o look. Para essa estação, investiria em uma bota de cano longo marrom ou preta, uma jaqueta versátil — de couro ou gola funil, suéters básicos e acessórios para agregar (lenços, bolsas e óculos diferentes). Minha wishlist atual:


Uma semana que acabou “Love Story” e eu ainda não superei. Postei nos stories perguntando o que vocês acharam da série e tiveram diversas opiniões distintas.
Eu particularmente não conhecia a história do casal — sabia quem era Carolyn e JFK Jr. pelas fotos viralizadas deles nos anos 90, mas não sabia o que de fato havia acontecido.
Quando conversei com alguns amigos que entendem melhor do que eu, fui entendendo que a série foi bem água com açúcar e acredito que essa tenha sido a intenção do diretor — romantizar e contar a história de um jeito que a gente se apaixonasse por eles.
O final me pegou desprevenida. Fui gostando cada vez menos dos personagens, principalmente do JFK Jr. Tenho a sensação de que ele se apaixonou por uma mulher cheia de vida, sonhos e personalidade, mas que, aos poucos, tudo isso foi sendo apagado. Não acho que a culpa seja exclusivamente dele, mas também não senti uma verdadeira tentativa de ajudá-la.
Ela perdeu tudo o que fez ele se apaixonar por ela. No fim parecia que eles não se suportavam mais.
Como ambos não estão aqui para contar a história, ficamos com recortes e opiniões diversas. Mas achei que o final podia ter seguido o caminho da série inteira, ou então desenvolver melhor essas desavenças do casal. Senti que tava tudo lindo e do absoluto nada virou um relacionamento desfuncional e a gente ficou com 2 episódios inteiros quebrando todos os outros 7 que foram construídos.
Dito isso, algo impossível de negar é a influência que a série teve na moda. Fazia tempo que não víamos um impacto tão imediato. Marcas lançando campanhas com modelos que lembram o casal, e o minimal chic voltando de forma nada silenciosa.
E não foi só o estilo da Carolyn que ressurgiu — o de JFK Jr. também voltou com força. Nas ruas de Nova York, já aparecem diversos homens usando terno com boné para trás. Um impacto no vestuário masculino que não acontecia desde Mad Men.
Mesmo a série não terminando do jeito que eu queria (duh… vida real), o estilo permanece — e inspira não só mulheres, mas também homens. Um grande impacto em pouco tempo, praticamente sem grandes campanhas ou alarde em torno da série.

A Páscoa sempre foi uma das minhas datas favoritas.
Independente da forma como cada um celebra, existe algo universal nela: a ideia de renascimento e ressureição. Um momento que naturalmente convida a gente a desacelerar, olhar para dentro e florescer uma versão um pouco melhor de si mesmo.
E, claro, além de todo o significado, existem os pequenos rituais que tornam a data especial: os chocolates escolhidos com cuidado e a mesa posta que transforma o almoço em ocasião.
Esse ano, reuni os ovos mais legais que vi e também a receita de sobremesa que vou repetir.
Easter Bites

Ovo de Páscoa é, honestamente, uma das melhores invenções existentes.
Sou contra simplesmente “dar chocolate”. Tem que ser ovo — faz parte do ritual.
Separei os que mais me chamaram atenção este ano (incluindo alguns que já provei e amo). Meu top 5 foi:
Ovo cookie | Brigadayros
Ovo Kinder | Mari Haddad
Ovo Skinny Fries | Mica + Patties
Ovo crocante | Pão de queijo Haddock Lobo
Ovo de Chocolate ao Leite com Drágeas Crocantes | Dengo
Easter Sweet

Existe algo muito específico sobre ser a pessoa responsável pela sobremesa nos almoços de família — e eu adoro esse papel.
Ano passado eu fiz um bolo de cenoura com cobertura de chocolate e estou pensando seriamente em repetir a dose esse ano.
Usei essa receita e ficou uma delícia.

🏈 O novo colaborador criativo da Tommy Hilfiger é o noivo da Taylor Swift (sorry boys)
📰 A Burberry transformou uma banca de jornal comum em uma pop-up super cool
👟 Essa semana lançaram duas collabs de sneakers: Onitsuka Tiger x Versace e Jil Sander x Puma. Eu adorei as duas.
🍾 Le Déjeuner au Musée reuniu convidados para um almoço intimista idealizado por Jacquemus e Veuve Clicquot. Gorgeous.
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![]() | Oie! Eu sou a Pri Cao, e eu escrevo, edito e faço a curadoria de cada conteúdo que você encontra por aqui! Sempre fui apaixonada por moda e por toda liberdade criativa que ela nos proporciona. A ideia da The Setters é trazer conteúdos autênticos, com dados e estudos, mas também com a minha visão de mundo. Espero que você goste de ler essa newsletter tanto quanto eu gosto de escreve-la! ❤️ Vou deixar aqui o link das minhas redes sociais para quem quiser trocar (sempre estou aberta e amo muito) |
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