o diabo ainda veste Prada?

20 anos depois e as pautas continuam relevantes

 

hey!

Se você nunca sonhou em se mudar para NY, buscar um Starbucks correndo enquanto atende uma ligação urgente da sua chefe, chegar no escritório com os maiores editores e estilistas esperando por uma reunião, e ter o dia tomado por BOs fashion para resolver… do you reaaalllyyyy like fashion?

Brincadeiras à parte, O Diabo Veste Prada moldou a personalidade de praticamente todas as pessoas que conheço e gostam de moda. Um verdadeiro cultural shift. Com a estreia do segundo filme, decidi reassistir o primeiro com um olhar muito diferente — e vim discutir todos os insights com vocês.

*A news foi totalmente focada no primeiro filme, livre de spoilers do segundo 🙂 

Além disso, trouxe a Nat para falar sobre cultura em empresas de moda, falei meus favoritos do mês, e também um guide especial de sapatos.

Espero que gostem :)

Have a nice read!

Eu tinha 8 anos quando “O Diabo Veste Prada” lançou. Devo ter assistido pela primeira vez durante alguma Sessão da Tarde depois da escola, e aquilo com certeza plantou uma sementinha no meu coração — que demorou para crescer, mas sempre esteve ali. Ela estava lá quando o meu maior sonho aos 15 anos era morar em Nova York e virar jornalista. A vida não foi tão literal assim, mas hoje eu levo uma vida bem parecida — tirando as partes de exploração de trabalho e chefes autoritários, rs.

Eu trabalho na indústria há 6 anos e escrevo essa newsletter que enche meu coração de alegria, e diversas vezes — quando estou levando roupas de lá pra cá, ou correndo para algum evento, ou tomando extremo cuidado para não sujar um look de produção, penso que eu tenho a vida que sonhei quando tinha 15 anos.

E isso com certeza não aconteceu só comigo. O impacto cultural do filme “O Diabo Veste Prada" é inegável, e tenho certeza que ele trouxe um brilho nos olhos para muita gente além de mim — trouxe também olhares curiosos para um universo que antes era tratado apenas como um tópico de interesse. A moda nunca foi tão sexy, desejável e glamurosa, mas ao mesmo tempo punitiva, exploradora e obcecada por perfeição.

Quando dizem no filme que trabalhar na maior revista de moda americana é o "trabalho que toda garota deseja” talvez seja em grande parte verdade, mas na prática, a maioria iria discordar.

O Diabo Veste Prada foi um grande catalisador de discussões relevantes na moda que são pertinentes até os dias de hoje — mesmo 20 anos após o lançamento do primeiro filme.

No início dos anos 2000 a indústria era obcecada nas fashion magazines e as editoras chefe das grandes revistas de moda eram literalmente as maiores influenciadoras, capazes de definir tendências e dizer o que ia bombar na estação seguinte. Elas possuíam o maior poder de voz fashion.

No filme, cada personagem retrata o universo da moda e todas as problemáticas envolvidas de uma maneira única.

Miranda é autoritária, e sua influencia é inegável. Ela observa tudo e todos, e ao mesmo tempo é constantemente observada. Ela não precisa levantar a voz em nenhum momento do filme para impor respeito, ele surge naturalmente devido a sua postura. Ela chega em qualquer ambiente e todos mudam seu jeito de se comportar. Ela tem um olhar atento e raro para a moda, mas sua insensibilidade com pessoas torna ela um personagem deplorável.

Miranda representa com perfeição a parte endurecida e rígida da moda. A fachada glamurosa, que fica só na fachada mesmo. E a busca incessante por uma perfeição impossível de ser alcançada. Ela é a ambição quando deixa de ser sonho e vira obsessão.

Mas o filme não hesita em trazer a tona a solidão que uma mulher como Miranda enfrenta. Colocar a carreira em primeiro lugar traz consequências para a sua vida, e mesmo sendo um discurso muito lindo na teoria, ele tem um preço muito alto. Custou o seu próprio casamento, seu tempo com suas filhas e relações importantes. Uma pauta de extrema importância para ser levantada naquela época, e principalmente hoje em dia.

Por outro lado, Andy representa diversas camadas da moda. No inicio, uma ambição genuína — quase que infantil. Ela tinha acabado de se mudar pra NYC, com sonhos de uma garotinha que assiste comedia romântica e sonha em ser jornalista (guilty). Ela possui uma curiosidade e disposição de quem está em busca do seu primeiro trabalho. Ela é única, original e autêntica.

O filme começa com uma escolha certeira: Suddenly I See tocando enquanto Andy escova os dentes e se arruma de maneira despretensiosa — uma música sobre pertencimento, sobre amar o que se faz. Em paralelo, outras mulheres se arrumam minuciosamente. Elas estão contando amêndoas para comer. Andy come um doce. Ela é magra, mas não tão magra quanto deveria ser — segundo a Runway.

Ela foge das regras impostas para todas as mulheres — mas muito mais afunilado no mercado da moda, e só quem trabalha com isso vai entender.

No inicio, o seu estilo — ou melhor, a falta dele, trazem discussões e julgamentos dentro do ambiente de trabalho. Ela é moldada e julgada como um produto. Suas escolhas, por mais inconscientes que fossem, sempre comunicavam algo. Ninguém respeitava ela pela sua aparência desleixada.

Quando ela passa por uma transformação tudo muda — e a linha é muito tênue entre o que trouxe a tona a personalidade de Andy e o que mudou ela completamente. Ela se transforma em mais uma garota que trabalha na maior revista de moda e come menos de 1.000 calorias por dia.

Quando Andy veste sua primeira peça de marca — totalmente fora do que ela está habituada a usar, ela não enxerga apenas uma roupa bonita, ela vê seu próprio potencial. É muito mais sobre auto percepção do que sobre a roupa em si.

Essa mudança no mindset dela me fez ver que talvez o verdadeiro vilão desse filme seja o namorado de Andy. Ele queria anular essa nova versão, nunca apoiou o trabalho da namorada, e ainda tirou sarro dela quando conseguiu um emprego em uma revista de moda, perguntando se a entrevista foi por ligação — porque ela não se encaixaria no ambiente.

Pessoas como ele acabam cortando toda a personalidade e potencial que podemos explorar na moda. Andy só não sabia se vestir direito porque ela nunca tinha dado a importância devida para a moda, ela se vestia sem intenção. Quando ela adentra no mundo fahsion, ela eleva sua autoestima e ambição através das roupas — e ele parece odiar isso.

O filme é uma grande discussão sobre o que é a Andy mesmo, e o que é apenas a ambição dela gritando?

“O Diabo Veste Prada” ilustra a moda como arte e como arma. Ao mesmo tempo que ela expressa quem você é, te julga por quem você nã é. Ela é um espelho mas também pode ser uma máscara, pode ser performática e conseguir esconder suas maiores inseguranças e problemas.

A moda é totalmente pessoal e totalmente coletiva. Ela expressa sua personalidade, mas também faz você se encaixar e ser aceita em determinado lugar. É uma grande armadura, mas também é onde você mostra suas maiores vulnerabilidades.

No filme mais clássico de todos quando o assunto é moda, “O Diabo Veste Prada” mudou completamente o percurso da moda nos anos 2000, e ajudou a construir um imaginário coletivo sobre como é trabalhar no mercado. Foi um cultural shift que tem sua importância até hoje — tanto que ganhou uma continuação.

Vinte anos depois e ainda me sinto exatamente como quando eu assisti o filme pela primeira vez. Eu entendo a Andy, mas hoje também entendo um pouco mais a Miranda. O preço que se paga para viver o que ama é muito alto, e talvez a escolha de Andy no fim do primeiro filme seja questionável — mas mostra que esse mercado não é para qualquer um. Lidar com tudo o que a moda carrega exige muito da gente, e tem que estar disposta a isso.


Shop my cool finds 🙂 
  • Calça Bershka: Adorei a modelagem e acho que o xadrez deixa tudo mais legal. Uma calça para usar naqueles dias que não quer pensar muito no look. Ela e uma blusa branca fica lindo.

  • Jaqueta + Top de renda Zara: Amei a proposta do top combinando com o cardigan, achei muito fofo para fechar tudo e deixar só a rendinha rosa aparecendo. Lindo.

  • Clog Larroude: Meu sapato favorito do momento. Deixa o look muito mais estiloso. To usando SEMPRE.

  • Vestido Framed: Fofo demais. Adoro o fato dele ser um pouco balone e achei a cor linda.

  • Blusa GinGin: Amo gola mais elaborada e achei essa camisa perfeita. Tudo nela é muito bem trabalhada. Uma peça super statement e ao mesmo tempo que combina com bastante coisa.

A moda não precisa ser quem nem “O Diabo Veste Prada” w/  Nat Mascarenhas

Sou Natália, tenho 32 anos, sou formada em Psicologia pela PUC-Rio e atualmente curso MBA em Gestão de Recursos Humanos.

Sou Diretora de RH e Comercial das Lojas da Makai, onde cresci junto com a empresa desde a fase inicial, quando tudo ainda era improviso e cada dia exigia construção.

Participei da transformação desse começo em uma empresa estruturada, criando processos, desenvolvendo pessoas e ajudando a consolidar a cultura do negócio.

Minha atuação está na interseção entre pessoas e resultado dentro do varejo de moda, com uma trajetória que transita do operacional ao estratégico.

Hoje, me posiciono como uma construtora de cultura, responsável por sustentar o crescimento da empresa com as das pessoas, com um olhar mais consciente, estruturado e sustentável.

Meu propósito dentro da Makai sempre foi claro para mim: fazer diferente quando o assunto é pessoas. Desde o início, escolhi não reproduzir modelos prontos ou ultrapassados. Cresci junto com a empresa vivendo o dia a dia da operação, entendendo de perto o que sustenta um negócio de verdade, colocando a mão na massa e entendendo todos os processos. E isso me fez ter uma convicção muito forte de que não dá para separar resultado de cultura, nem performance de cuidado.

E em O Diabo Veste Prada isso fica muito evidente, pois por muito tempo o filme foi visto como o aspiracional do mundo da moda. Um ambiente de alta exigência, glamourizado, com ritmo acelerado e padrões quase inatingíveis, onde a performance vinha antes de qualquer coisa e o olhar de cuidado para o indivíduo nem era considerado. E olhando hoje, com mais repertório e principalmente com a evolução do mundo, da consciência humana e das relações de trabalho, ele também escancara um modelo muito ultrapassado.

A moda sempre foi uma indústria pautada por estética, desejo e construção de imagem. Só que, por muito tempo, pouco se falou sobre quem sustenta tudo isso, as pessoas, os times, os bastidores. E é justamente aí que vejo uma virada importante acontecendo.

Nos últimos anos, começou a surgir um movimento mais consciente dentro do varejo de moda. Um olhar mais atento para cultura, clima, desenvolvimento de pessoas e sustentabilidade das relações de trabalho. Não só porque isso se tornou pauta, mas porque ficou evidente que não existe marca forte sem um time estruturado, engajado e saudável por trás.

A nova geração não aceita mais trabalhar em ambientes onde não existe escuta, clareza ou respeito. E que bom! Porque isso não é uma fragilidade, é uma evolução. É o que está, de fato, elevando a régua do mercado. E dentro da Makai, esse é um ponto que eu levo de forma muito intencional. Como sócia e responsável por estruturar a cultura e traduzir a realidade que o time vive todos os dias, eu me recuso a construir uma empresa que seja óbvia ou que reproduza modelos ultrapassados na forma de lidar com pessoas.

Porque é muito fácil romantizar a exigência e normalizar ambientes duros em nome de resultado. Mas, na prática, isso não se sustenta no longo prazo. É isso que uma marca quer deixar de marca no mundo e na vida das pessoas que fazem ela acontecer?

Eu acredito que cultura e valores não são apenas direcionamentos institucionais, mas o que dá alma para uma empresa. São eles que definem a energia que circula ali dentro, que moldam a forma como as pessoas se relacionam, tomam decisões e vivem o dia a dia. No fim, tudo isso cria uma atmosfera. E essa atmosfera é sentida, não só por quem trabalha, mas por quem se conecta com a marca.

Porque moda vai muito além de tendência. Moda também é sobre pertencimento. É sobre as pessoas que fazem aquilo acontecer acreditarem no que estão construindo, gostarem de estar ali, se conectarem com a energia, com os valores e com o propósito da marca.

Hoje, vejo que o verdadeiro diferencial competitivo das marcas não está apenas no produto ou na imagem que constroem para fora, mas na forma como sustentam isso por dentro. Quem está ali precisa querer.

Humanizar a moda não é sobre reduzir a exigência, mas sobre qualificar essa exigência. É sobre dar direção, contexto e consciência. É sobre formar líderes mais preparados, estruturar melhor os processos e criar ambientes onde as pessoas consigam performar sem se desconectar de si mesmas. Que elas deem o melhor de si porque nós damos condições para que isso aconteça.

Acredito que o verdadeiro luxo da moda hoje não esteja mais só na estética, mas na forma como as marcas constroem suas relações, suas culturas e suas decisões.

E, para mim, é aí que está o futuro e a forma como eu decidi viver e tocar em tudo.

Abril foi um mês interminável — acho que é porque maio é o meu mês favorito e eu já fico ansiosa antes mesmo de chegar, rs. Foi intenso, mas teve muitos highlights.

Buenos Aires: minha primeira vez na Argentina e estou completamente encantada. As ruas têm uma harmonia que é difícil de explicar, e a moda de lá é algo à parte. Descobri lojas incríveis — minha favorita foi a Vetraux. Fiz um guide especial e um vídeo com tudo o que comprei por lá. Check it outtt

Desfile Leshay: pra mim, moda é sentimento. E se tem uma marca que consegue materializar isso, é a Le Shay. O desfile da nova coleção foi tão poético e sensível que eu não conseguiria descrever em palavras. O espaço era lindo, a música ao vivo de uma orquestra, e as roupas impecáveis — lindas e muito bem feitas.

Lenços: acho que criei um novo traço de personalidade, rs. Sempre adorei usar, mas agora parece que só me sinto eu mesma quando estou com um na cabeça ou no pescoço. Deixa qualquer look mais interessante — estou usando sem parar.

Brinco Guya: um caso à parte. Completamente obcecada, uso direto. Deixa a orelha tão bonita — mesmo sendo grande, tem uma delicadeza que surpreende.

Olivia Jade vlogs: esse mês não consumi muito conteúdo didático, então vim indicar meu comfort YouTube channel. Adoro os vlogs da Olivia — assisto todo domingo à noite, religiosamente, antes de dormir.

Todo trimestre a Lyst divulga uma lista das marcas e produtos mais desejados dos últimos meses. No primeiro tri de 2026, um item chamou atenção entre bolsas de grife e peças de luxo: a tote bag do Trader Joe's.

Para quem não conhece, Trader Joe's é uma rede de supermercados americana famosa pela qualidade dos produtos e pela forte identidade visual. Em 2024, lançaram despretensiosamente uma tote bag — era para ser apenas mais uma sacola de mercado. Viralizou no TikTok, gerou sold out e filas imensas em busca da peça.

Dois anos depois, ela voltou a ser desejada. Mas o que faz uma tote de supermercado aparecer ao lado de uma bolsa icônica da Chanel na lista dos mais desejados?

A psicologia é a mesma: escassez. Enquanto poucas pessoas têm acesso a uma Chanel pelo preço elevado, poucas têm acesso à tote do Trader Joe's pelo sold out constante — e pelo fato das lojas existirem apenas nos EUA. Carregar a bolsa também comunica algo: que você esteve lá, que viajou até os Estados Unidos para buscá-la.

Além disso, ela entrega uma referência de nicho. Um supermercado local com branding impecável e uma identidade muito própria — não é todo mundo que conhece. E é exatamente isso que a torna especial.

O sucesso é tanto que hoje ela é revendida online por valores na casa dos milhares de reais.

fonte: Lyst

Trabalhei bons anos com calçados e, se tem algo que não falta no meu armário, são sapatos. Acredito que é a peça que mais transforma um look — capaz de elevar completamente o que você está vestindo quando bem escolhida.

Amo diversos modelos e estilos, e por isso separei um guide especial com os meus favoritos da Larroudé — incluindo looks reais com alguns deles.

  • Sapatilhas: já fui a maior hater e hoje é um dos meus modelos favoritos para o dia a dia. Deixa o look delicado e funciona muito bem com roupas mais básicas — ou com qualquer peça que peça leveza. A minha é a sapatilha vermelha da Larroudé, que já está praticamente andando sozinha de tanto uso.

  • Botas: uma boa bota transforma o look — mas aqui vai um conselho prático: no Brasil, o frio é curto e a noite é onde ela mais aparece, então antes de sair comprando aquela bota incrível e colorida, garanta pelo menos uma neutra. A minha é a Bota Georgia preta de salto da Larroudé — confortável, versátil, combina com absolutamente tudo. Uso quase toda vez que saio de noite.

  • Statement shoes: sou completamente a favor de ter pelo menos um sapato statement no armário. Aquele que faz o look sozinho, sem precisar de mais nada. O meu do momento é a clog preta da Larroudé — e a regra é simples: quando o sapato fala alto, o resto pode ser básico.

Espero que tenha ajudado! Se você tem alguma sugestão de guide ou se tem alguma peça que queira usar mais, me manda aqui e quem sabe não aparece na próxima edição! ❤️ 

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Oie! Eu sou a Pri Cao, e eu escrevo, edito e faço a curadoria de cada conteúdo que você encontra por aqui! Sempre fui apaixonada por moda e por toda liberdade criativa que ela nos proporciona. A ideia da The Setters é trazer conteúdos autênticos, com dados e estudos, mas também com a minha visão de mundo.

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Aproveitando que o tema da newsletter foi um dos filmes mais icônicos que existem, queria indicar a newsletter blockbuster club, que fala sobre filmes, literatura e tudo relacionado 🙂 espero que gostem!