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não existe moda sem beauty
roupas e maquiagem coexistem no mesmo sistema

Hey!
A moda e a beleza andam lado a lado, mas nem sempre são retratadas da forma como deveriam. A beauty completa a moda, assim como a moda completa a beauty. Fiz um deep dive em como esses dois universos fazem parte do mesmo sistema.
Chamei a Bia Darruiz para compartilhar a visão dela sobre marcas de luxo e o mercado de beleza. Também falei da Feira de Sevilha & more.
Espero que gostem :)
Have a nice read!


Muitas vezes moda e beauty são tratadas como universos distintos, mas elas não apenas se cruzam — fazem parte do sistema uma da outra.
A beleza, assim como a moda, sempre evoluiu conforme mudavam padrões sociais, códigos culturais e ideias de identidade. A intersecção entre as duas é antiga.

No século XVIII, na corte francesa, pó branco, perucas empoadas, pintas postiças (mouches) e lábios carmim não eram apenas recursos de beleza — eram sinais de status, tão codificados quanto as roupas.
Nos anos 1920, a estética muda: bocas escuras, olhos dramáticos e bob haircuts transformam a maquiagem em símbolo de emancipação feminina.Em 1947, com o New Look de Christian Dior, o batom vermelho parecia quase extensão da silhueta, que fazia parte da feminilidade imposta naquele momento.
Nos anos 1990, com contratos milionários entre supermodels e marcas de cosméticos, moda e beleza deixam de compartilhar apenas imagem e passam também a compartilhar negócio.
E é justamente na passarela que essa relação fica mais evidente. A beauty não entra para “compor” o look nos desfiles — entra para construir narrativa. Ela comunica tanto quanto a roupa e, carrega grande parte da mensagem do diretor criativo.
Um desfile que me marcou muito na beleza foi o da Prada FW25. Os cabelos com frizz e maquiagem quase nua, onde a beleza reforçava exatamente o questionamento de esteriótipos do que é considerado "feminino", criticando os padrões de beleza e a ideia de polidez. Miuccia Prada é uma das diretoras criativas que mais utiliza da beauty para construir a narrativa.
Como disse François Nars — fundador da NARS: “Makeup is an accessory to fashion.”
E talvez seja mais do que isso. Steven Kolb, diretor executivo do Council of Fashion Designers of America, resumiu bem:
“Quando você olha para uma coleção, styling e apresentação dependem do look completo. A maquiagem e o cabelo são extensão daquela estética.”
Ou seja: beleza adiciona uma camada narrativa à coleção, não apenas um acessório.
A maquiadora Marie Thomsen diz que a beauty ajuda a comunicar quem é a mulher que veste aquela roupa.
Foi também a partir dessa relação que as maisons entenderam algo maior: beauty deixou de ser uma extensão comercial da moda — perfumes, maquiagem, licensing — para se tornar parte da construção de branding e universo de cada marca.
Muitas vezes, é ali que o público geral aprende a linguagem de uma maison.
Chanel não vende apenas perfume; construiu um imaginário com o No.5.
Dior sustenta seu universo tanto em beauty quanto em couture.
Hermès trata batom como objeto de design.
Prada usa beleza para expandir seus códigos.
Beauty deixou de ser submarca e virou continuação do discurso criativo. E isso vem ganhando nova força agora.
Segundo a consultoria McKinsey & Company, para a geração Z, consumo é expressão de identidade — o que ajuda a explicar por que beleza deixou de ser hobby e passou a ser linguagem criativa.
Marie defende que isso abre espaço para marcas buscarem personalidades menos convencionais, mais ousadas, mais singulares. Talvez esse seja o ponto.
Se no século XX a maquiagem completava o look, hoje ela ajuda a construir identidade. Estamos cada vez mais ousando em maquiagem e cabelo, usando a beleza como linguagem de expressão. A influenciadora de pele intacta e estética impecavelmente polida se torna menos interessante; a autoexpressão, mais atraente.
A beleza não passou a fazer parte da moda agora — apenas demoramos a perceber que sempre fez parte dela.


Shop my cool finds 🙂
Bluza Zara: adorei essa blusa de renda que foge do óbvio, combina com um jeans pro dia a dia e também com uma saia ou calça mais formais para a noite. Love it.
Bolsa Nannacay: todas as bolsas da Nannacay são super iconicas e statement, adorei essa nesse tom de verde. Bem linda e faz qualquer look.
Jaqueta H&M: Super versátil, eterna e essa cor combina com absolutamente tudo. Deixa o look mais cool.
Calça Jeans Renner: To adorando as lavagens de jeans mais escuras. Achei essa da Renner linda e com um preço ótimo.
Sapato Freda: Ganhei esse sapato e já to obcecada, achei ele tão fofo e confortável. Tenho cupom de desconto: PRI ❤️

Porque as marcas de luxo também estão no mercado de beauty? w/ Bia Darruiz
![]() | Oie! Sou a Bia! crio conteúdo para as redes sociais de lifestyle, beleza e moda & amo estudar sobre o assunto! Inclusive, sou formada em Negócios da Moda (o que tem tudo a ver com o tema dessa semana), então vamos falar sobre o elefante branco na sala? |
A resposta óbvia aqui é: uma forma de diversificar o lucro.
Mas o que você talvez ainda não tenha pensado, é que também é uma estratégia para se aproximar de um público mais jovem que (ainda) não tem dinheiro para comprar itens de luxo em si, mas que quer pertencer!
E aí, a grande sacada das Maisons: produtos mais acessíveis, com potencial de viralização e novos itens desejo nas prateleiras. E eu vi isso de perto! Minha cunhada, com 12 anos na época, me pediu um gloss da Dior. E não era pela duração, efeito, ou ciência cosmética envolvida em sua produção. Muito menos pelo “New Look” da Dior, que revolucionou o momento pós guerra, com cinturas marcadas, saias volumosas, luxo e feminilidade. Era simplesmente porque tinha viralizado no TikTok. Então, não é a toa que vemos embaixadoras jovens e Gen Z por aí: como Olivia Rodrigo para Lancôme, Dua Lipa para YSL ou Lily‑Rose Depp para Chanel.
Em uma era que preza por valores de inclusão, autenticidade e sustentabilidade, o desafio dessas marcas está em criar produtos que se alinhem ao seu propósito e posicionamento de mercado. É possível ter uma experiência premium comprando um blush: pela sua embalagem, sensorial e até pelo seu cheiro. Mas por mais curioso que isso seja, nem sempre os produtos dessas marcas são os mais luxuosos. Isso porque, mesmo antes dos grandes nomes se atrelarem a esse nicho, outras marcas já tinham papéis importantes nesse segmento, com muito mais know-how, repertório e formulações de alta excelência. Como a Guerlain, La Mer, Pat McGrath, Clé de Peau Beauté, Estée Lauder e assim vai…
Mas agora vou te questionar! O que significa maquiagem ou skincare de luxo para você? Para mim, vai além do logo ou da embalagem. Mas é um conceito aberto para questionamentos, né?!
Amei bater esse papo com você, por aqui :)) beijo!

Todo ano, em Seville, acontece a Feria de Abril. Durante uma semana, a cidade ergue quase um universo paralelo de casetas — tendas decoradas onde as pessoas se reúnem para comer, beber e dançar. A festa é muito conhecida pelos vestidos de flamenca, cavalos e carruagens enfeitadas, além de uma cidade inteira vestida para a ocasião. Há sevillanas, tapas, rebujito e, para quem mantém a tradição, touradas.
Tenho uma paixão enorme pela cultura espanhola — minha família é de lá, então sempre existiu uma conexão muito forte. Acompanho muitas influenciadoras espanholas e sou fascinada pelos vestidos de flamenca, pelos xales, pelos lenços, por toda essa estética tão rica e com tanta cultura. Quis dedicar este espaço para apresentar a festa para quem ainda não conhece, mostrar alguns dos meus looks favoritos e também revisitar esse post com alguns dos melhores looks de todos os tempos.
Claro que selecionei os que mais amei deste ano — e recomendo muito seguir essas meninas, são muito estilosas e trazem uma referência que escapa um pouco das roupas padrão norte-americanas que a gente acaba vendo em todo lugar.



Sei que muita gente associa ambientes corporativos imediatamente a blazers e calças de alfaiataria, mas existe um universo de peças que funcionam no escritório — e os vestidos estão entre as minhas favoritas. Trabalho com marketing de moda, então meu dress code é mais flexível, mas separei opções que acredito caberem em muitos ambientes profissionais. Tem para diferentes estilos, bolsos e propostas.

Selecionei 6 vestidos que traduzem esse mood e que considero ótimos curingas para ter no armário pensando em looks de trabalho. Todos funcionam super bem com scarpin, kitten heel ou até um mocassim.

Espero que tenha ajudado! Se você tem alguma sugestão de guide ou se tem alguma peça que queira usar mais, me manda aqui e quem sabe não aparece na próxima edição! ❤️

📚 Smart is the new pretty. A Coach fez a ativação mais fofa do mundo. Preciso desses marca páginas.
🤓 Ler nunca foi tão cool. A Miu Miu é uma das marcas que mais investe nesse universo cultural — duh, a dona é a Miuccia.
🧠 Todas ativações que passaram na minha timeline essa semana tem esse mesmo approach de literatura. Não é uma mera coincidência…
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