as câmeras mudaram os padrões de beleza

a história da maquiagem existe há mais de 6 mil anos.

 

Hey!

Entrei em um verdadeiro rabbit hole pesquisando sobre a história da maquiagem. Acho que pouca gente percebe como algo tão comum no nosso dia a dia passou por tantas transformações ao longo de mais de 6 mil anos — e como cinema, comportamento e até tecnologia mudaram completamente a forma como nos maquiamos.

Para complementar essa edição, convidei a Flavia Mascarenhas para compartilhar os produtos favoritos dela, montei um beach packing guide (porque nesse frio eu claramente queria estar em outro lugar) & more.

Espero que gostem :)

A maquiagem é algo tão natural no nosso dia a dia e tão normalizado na sociedade, que acredito que poucas pessoas que estão lendo isso agora tenham, de fato, se perguntado sobre a sua origem em algum momento da vida. Eu era uma delas, até estar em uma aula de um curso que fiz e aa professora comentar sobre como a maquiagem mudou de acordo com o avanço das câmeras e do cinema — e perceber que essas duas histórias são inseparáveis.

Mas a história da maquiagem é muito antiga. Muito antiga mesmo. Os primeiros indícios de pintura facial são do ano de 4.000 a.C., no Egito Antigo. Nessa época, a maquiagem era utilizada tanto por homens quanto por mulheres, e era usada como forma de proteção — eles acreditavam que o delineado feito pelo kohl (pó preto) afastava o mal-olhado e também agradava os deuses, além de fortalecer a visão e proteger da poeira do deserto. O produto em si era acessível para todos, mas o recipiente em que era guardado era o que ditava o status. Os mais pobres usavam potes de barro, e os mais ricos, potes com adornos e decoração.

Em 3000 a.C., os membros da realeza chinesa começaram a usar esmalte — tanto homens quanto mulheres, para refletir status social. O produto era feito a partir de clara de ovo, gelatina, cera de abelha e pigmento de pétalas. Os líderes usavam dourado e prateado, e os menos afortunados, preto ou vermelho.

Nem sempre, porém, a maquiagem foi vista com tanta distinção. Na Roma Antiga, a partir da filosofia estoica, começou a existir um desprezo pelos cosméticos, e a ideia de que apenas prostitutas usavam pinturas faciais começou a se firmar. Os romanos falavam que maquiagem era falta de pudor, e que a beleza concedida pela natureza era sempre a mais bela. Existem diversos poemas e textos dessa época que exaltam a beleza natural e desprezam totalmente o uso de maquiagem. Eles diziam que se maquiar era “manchar” o rosto.

A maquiagem, até então, era algo muito cultural e variava de acordo com cada local. Durante os séculos seguintes, a maquiagem continuou existindo nas margens — ora tolerada, ora proibida — até o Renascimento trazer um novo olhar, o conceito elisabetano de beleza, que ganhou popularidade e as mulheres começaram a buscar a estética de uma forma diferente — menos ligada a questões culturais e mais a um ideal de beleza em si. Utilizavam, inclusive, produtos considerados tóxicos e que faziam mal para a pele, tudo para manter a aparência desejada.

Mas no início do século XIX, a Rainha Victoria declara que maquiagem é vulgar, e então temos mais uma regressão da pintura facial. Apesar de nem todas as mulheres comprarem o discurso, esse discurso afetou bastante a produção e evolução da maquiagem.

Tudo começou a mudar em 1920. Os cosméticos começaram a ficar mais aparentes e frequentes, e Max Factor surge com a maquiagem que conhecemos hoje para suprir as demandas de Hollywood. Ele criou os cílios postiços, o gloss e o efeito pancake.

Fun fact: os bisnetos de Max são fundadores da Smashbox. A visão está totalmente no DNA!

Hollywood teve uma grande influência na maquiagem. Afinal, era a primeira vez que as mulheres estavam se comparando com pessoas em movimento, e não apenas através de uma foto. Tudo tinha muito mais detalhe, e as maquiagens começaram a ser desejadas, reproduzidas e observadas de uma forma muito mais próxima.

Foi através da evolução das câmeras de filmagem que a maquiagem começou a evoluir e se consolidar. Em 1920, a imagem era preta e branca, então a maquiagem escura era muito usada para valorizar as partes que precisavam chamar mais atenção, normalmente os olhos.

Em 1930, a câmera teve uma pequena evolução e começou a captar tons de cinza também, o que deu uma certa profundidade à imagem. Agora, os formatos ficam mais evidentes, e as mulheres começam a usar produtos que valorizem e aprofundem o rosto.

Em 1940, durante o período de guerra, a câmera melhora bastante, e a maquiagem passa a ser mais dramática por conta do período histórico. O delineador ganha muita força. Nos anos 50, o glamour pós-guerra vem com tudo e começamos a ter uma maquiagem full glam.

Nos anos 60, as câmeras começam a captar mais tons e os bronzers ganham muita força. Já nos anos 70, a câmera começa a captar mais cores, incluindo azul e verde, que se tornam tons muito usados nas maquiagens. Como era uma época hippie e natural, foi também a primeira vez que as maquiagens nude ganharam força.

Nos anos 80, finalmente a câmera mostra tudo, e cada detalhe da maquiagem se torna essencial — do batom à base. Isso contribuiu muito para o aprimoramento dos produtos. Só não mais do que quando a câmera HD surgiu nos anos 2000: com todos os poros à mostra, tudo precisou melhorar, e muito.

Reprodução: Pinterest

A maquiagem está presente na sociedade há séculos, mas foi através do cinema e da evolução das câmeras que aconteceram as maiores mudanças e que a maquiagem se consolidou da forma como conhecemos hoje. No fim, a imagem — e a forma como nos enxergamos — é o que realmente move esse mercado. Através de inspirações, tendências e rostos repetidos e reafirmados nas telas, produtos, técnicas e estilos começaram a ganhar força e desejo coletivo.

E quando você abre aquele batom pela manhã, escolhe um delineado ou experimenta uma sombra nova, está participando de uma história que começou há muitos e muitos séculos, e que só continua porque, geração após geração, alguém decidiu se expressar através da pintura.


Shop my cool finds 🙂 (special make up)
  • Blush MAC: Ganhei esse blush e estou obcecada. Pra mim ele é a mistura perfeita de bronzer e blush. Deixa aquele tom mais terroso/toasted. Eu amei.

  • Lip Balm Mari Maria: O cheiro desse gloss é tão bom que da vontade de comer. Achei a textura dele ótima na boca, não fica grudento!

  • Rimel Benefit: Esse é meu rímel favortio da vida. Ele tem o aplicador fininho então evita que aconteça de embolar tudo e ficar aquelas camadas grossas de produto.

  • Base Oceane: Não sou a maior fã de usar base no dia a dia, mas essa aqui ganhou totalmente meu coração. Ela é super fluida e hidratante, a camada é bem fina, eu amo espalhar ela com hidratante, fica um glow lindo na pele.

  • Demaquilante Bioré: Não tem como falar de maquiagem sem citar a melhor coisa para tira-la. Esse demaquilante derrete tudo e limpa muito rápido. Amo!

Meus produtos favoritos de maquiagem w/ Flavia Mascarenhas

Oie!! Eu sou a Flávia, tenho 20 anos e, além de criar conteúdo para internet, estou me
formando em Moda.

Comecei em 2020 compartilhando dicas de penteados e maquiagem, universo que amo explorar e conhecer cada vez mais. S

ou apaixonada por moda e beleza,
principalmente pela forma como elas se conectam ao longo da história e refletem diferentes épocas, estilos e identidades.

Fiquei muito feliz com o convite para compartilhar um pouquinho dos produtos que mais
fazem parte da minha rotina. Amo parar, me maquiar e transformar isso em um ritual que
me faz sentir bem.

Também considero muito interessante perceber como a maquiagem foi ganhando novos
significados ao longo dos anos, acompanhando a forma como nos enxergamos e nos
expressamos. Como influenciadora de beleza, uma das coisas que mais amo observar é
justamente a evolução desse mercado, principalmente quando falamos sobre inclusão,
diversidade e produtos que realmente atendem diferentes pessoas, tons e estilos.

Mas agora vamos ao que interessa: os produtos que eu mais uso no meu dia a dia.


Eu sempre começo preparando a pele com algum produto que deixe aquele aspecto glow e viçoso que eu amo. Meu favorito do momento é o D-Bronzi, da Drunk Elephant. Além de deixar a pele linda e iluminada, ele entrega um bronzeado super natural. Nos dias em que não quero usar base, sinto que ele já ajuda muito a uniformizar a pele sozinho.


Outro produto que amo é o corretivo Studio Radiance, da MAC, Acho que já deu para
perceber que gosto de uma maquiagem mais clean e natural, então ele funciona
perfeitamente para mim. Tem uma cobertura linda, sem pesar, deixa a pele iluminada na
medida certa e ainda possui uma gama de tons extensa e inclusiva, que atende diferentes tipos de pele, eu uso o tom NC30!


As sobrancelhas também são um ponto muito importante na minha maquiagem. Recebo
muitas perguntas sobre elas, e sinceramente acho que o segredo está em encontrar um
bom gel que segure os fios o dia inteiro. Ultimamente, o gel da Boca Rosa virou um item fixo na minha penteadeira.


E claro que eu não poderia deixar de falar de blush, que provavelmente é um dos meus
produtos favoritos da vida. Tenho vários que amo e poderia facilmente passar horas falando sobre isso, mas o que mais tenho usado nas últimas semanas é o Glow Play, da MAC, no tom Ginger Luck, ele deixa aquele aspecto saudável e natural que faz toda diferença na maquiagem.


Para finalizar, minha máscara de cílios favorita é a da Vic Beauté. Recomendo muito para
quem ainda não conhece, principalmente para o dia a dia. Ela alonga os cílios do jeito que eu gosto e o melhor: tem tecnologia peel off, então sai em pedacinhos. Depois que comecei a usar máscaras assim, nunca mais sofri com olho manchado ao longo do dia.


Confesso que selecionar apenas alguns favoritos foi uma tarefa difícil, porque maquiagem e beleza realmente fazem parte do meu dia a dia. Adorei participar desta edição da The Setters e compartilhar um pouquinho desse universo que tanto amo!

Como uma boa publicitária, eu adoro ver cross branding feito de forma inteligente. Quando vi esse vídeo, achei a sacada genial.

A Dior apresentou seu desfile Cruise na quarta-feira, e todo o universo da coleção girava em torno do cinema. Tudo remetia a esse imaginário — da estética ao storytelling.

Então o app queridinho dos cinéfilos decidiu aproveitar esse timing e fez um vídeo com Jonathan Anderson, diretor criativo da marca, perguntando quais eram os seus quatro filmes favoritos.

Além de reforçar ainda mais a conexão da coleção com o cinema, o conteúdo também entrega exatamente o tipo de informação que as pessoas querem saber sobre ele. Afinal, hoje em dia, direção criativa também passa por repertório. Saber o que um diretor criativo assiste, lê e consome acaba ajudando a construir ainda mais o universo da marca na cabeça do público.

E acho que o mais inteligente aqui é que nada parece forçado. Não é uma publi óbvia nem uma collab sem sentido. É simplesmente duas marcas que conversam com o mesmo universo cultural encontrando uma forma natural de existir juntas.

Instagram Post

Essa pergunta automaticamente me transportou para um cenário de 30ºC, água de coco na mão e um dia inteiro de biquíni na praia. Queria estar exatamente assim agora. Mas como estou escrevendo isso em um frio de 10ºC, achei justo transformar a vontade em um guide com peças legais para o verão.

Espero que tenha ajudado! Se você tem alguma sugestão de guide ou se tem alguma peça que queira usar mais, me manda aqui e quem sabe não aparece na próxima edição! ❤️ 

🍸 So iconic! Sarah Jessica Parker nessa propaganda é um acontecimento.

🎷 When fashion meets jazz, no one does it like Miu Miu in Tokyo.

🇺🇸 Se existe alguém capaz de transformar o american dream em estética, esse alguém é Ralph Lauren.

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Editor’s note

Oie! Eu sou a Pri Cao, e eu escrevo, edito e faço a curadoria de cada conteúdo que você encontra por aqui! Sempre fui apaixonada por moda e por toda liberdade criativa que ela nos proporciona. A ideia da The Setters é trazer conteúdos autênticos, com dados e estudos, mas também com a minha visão de mundo.

Espero que você goste de ler essa newsletter tanto quanto eu gosto de escreve-la! ❤️ 

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