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a primeira influenciadora de moda do mundo
se Maria Antonieta voltasse, ela vestiria Sandy Liang

Hey!
Quando eu conheci a Beatriz, uma das minhas melhores amigas, ela já era apaixonada pela história da Maria Antonieta, e nós tínhamos 12 anos! Nesses 14 anos de amizade, esse assunto voltou nas nossas conversas tantas vezes, que decidi compartilhar com vocês mais sobre uma das primeiras referências de moda que tivemos no mundo!
Além disso, a Roberta compartilhou sua trajetória no marketing de moda, dei dica do meu novo acessório favorito, e um unboxing especial.
Espero que gostem
Have a nice reading!

Marie Antoinette walked so fashion bloggers could run
Se Maria Antonieta tivesse nascido nos tempos atuais, tenho certeza de que ela teria um feed no Instagram de dar inveja e seria uma das maiores influenciadoras de moda. Pensar nisso me fez ir longe e imaginar como seriam, de fato, suas redes sociais.

Maria Antonieta chegou à França com apenas 14 anos, enviada da Áustria para se casar com Luís XVI. Uma adolescente em um país estranho, presa a uma corte cheia de intrigas, sem amigos e sem família. No meio de tanto caos, usou a moda como ferramenta de autoexpressão e poder. Em uma corte francesa marcada por protocolos rígidos e uma etiqueta sufocante, sua maneira de se vestir dizia muito sobre ela.
Seu estilo maximalista definiu uma era e ajudou a consolidar a França como a capital da moda. Com a ajuda de Rose Bertin—considerada a primeira estilista da história—Maria Antonieta transformou a moda da corte. Juntas, criaram vestidos esculturais com armações gigantescas (panniers), tecidos luxuosos e adornos que iam de laços a plumas de avestruz. O robe à la polonaise, com suas saias levantadas para dar mais volume, e o polêmico chemise à la reine, um vestido de algodão leve e sem armação, foram alguns dos looks que marcaram sua trajetória fashion.
![]() panniers | ![]() robe à la reine | ![]() chemise à la reine |
Depois de tantas criações, Maria Antonieta percebeu que tudo o que usava poderia virar um problema: ao trocar os vestidos pesados por algo simples e fluido, foi acusada de desrespeitar as tradições e tentar imitar os camponeses de um jeito artificial. Se usava vestidos mais elaborados, era criticada por esbanjar muito e ser fútil.
Maria Antonieta não apenas ditava tendências—ela também questionava regras. Foi uma das primeiras mulheres públicas a usar calças (até então exclusivas para homens) e deixou de lado os espartilhos, optando por roupas mais leves e confortáveis quando se refugiava no Petit Trianon, seu palácio particular. Ali, longe dos olhares da corte, experimentou um estilo de vida menos rígido e mais natural, que contrastava com os salões de Versalhes. No entanto, até esse desejo de simplicidade foi visto como ofensivo. Para os críticos, a rainha vivia no seu little world enquanto o povo passava fome.
Sua relação com a moda, que começou como uma forma de auto expressão, acabou sendo usada contra ela. Em uma França que vivia uma crise econômica, sua paixão por vestidos e joias virou símbolo da desigualdade. O Caso do Colar de Diamantes, por exemplo, selou sua reputação como uma monarca fútil, embora ela sequer estivesse envolvida no golpe (uma golpista, enganou o Cardeal de Rohan, fazendo-o acreditar que a rainha queria um colar milionário em segredo. Quando o esquema foi descoberto, Maria Antonieta virou o rosto da corrupção e do desperdício, mesmo sem nunca ter pedido a joia.)
No fim, Maria Antonieta foi menos uma monarca cruel e mais um retrato de como a percepção pública pode destruir reputações. Sua imagem foi moldada por fake news da época—de panfletos difamatórios à falsa citação “LET THEM EAT CAKE” (que, aliás, nunca disse). Seu julgamento e execução foram menos sobre Maria Antonieta e mais sobre a necessidade de um símbolo para a queda da monarquia. O povo odiava os monarcas e precisavam de uma figura para acabar com ela.
Se vivesse hoje, provavelmente enfrentaria cancelamentos semanais no Twitter, matérias sensacionalistas sobre seus gastos e vídeos fora de contexto viralizando no TikTok.
Mesmo depois de séculos, a estética da rainha segue viva. Seja por criações como as de Sandy Liang e John Galliano, ou então a obsessão pelo balletcore. Maria Antonieta representou uma era e revolucionou a moda e a estética em diversas frentes artísticas.



Shop my cool finds 🙂
Blusa Minú (linda e super diferente)
Laço Zara (achei super fofo)
Vestido Argi (meu favorito!! Lindo e versátil)
Vestido TIG (cool)
Sapato Luiza Barcelos (amei esse saltinho)

Trajetória profissional em fashion marketing w/ Ro De Gerone
![]() | Oie, meu nome é Roberta De Gerone, mas pode me chamar de Beta. Sou geminiana (daquelas que falam com as mãos!), apaixonada por moda e comunicação. |
Minha trajetória profissional começou longe das passarelas, mas, com o tempo, fui construindo meu espaço no marketing de moda, passando por marcas incríveis e experiências que moldaram quem sou hoje. Vou te contar um pouco dessa jornada!
Duas semanas atrás, tive a oportunidade de dar minha primeira palestra no Senac, compartilhando minha trajetória profissional com alunos da área. Foi um momento especial que me fez refletir sobre o caminho que trilhei nos últimos anos e como cada experiência me trouxe até aqui.
Curiosamente, minha carreira não começou no marketing de moda. Meu primeiro emprego, ainda como estagiária, foi na área da educação. Ali, aprendi os fundamentos do mercado de trabalho, organização e comunicação, o que me deu base para explorar novos caminhos.
Foi quando surgiu minha primeira conexão com a moda: um freela na Lilly Sarti, por indicação de uma amiga. Tive a chance de participar do São Paulo Fashion Week e vivenciar os bastidores do evento – e foi ali que comecei a me apaixonar mais pela área de marketing e moda.
Depois disso, passei pela Singu, uma startup de beleza (que foi comprada pela Natura e agora se chama Bluma), onde ampliei minha experiência com marketing digital e ativações. Mesmo em um setor diferente, acabei me envolvendo com moda novamente, já que fizemos alguns trabalhos com o SPFW. Durante meu tempo na Singu, a Débora Secco se tornou sócia da marca, e isso trouxe uma visibilidade enorme para as ações de marketing. Foi um período intenso, onde aprendi muito sobre o impacto de ter uma celebridade à frente de uma empresa, desde a criação de campanhas até a comunicação com o público.

Em seguida, fui trabalhar com a Silvia Braz, um dos nomes mais influentes da moda e do lifestyle no Brasil. Esse período me proporcionou uma imersão intensa no universo das marcas de luxo e abriu portas valiosas, conectando-me com pessoas e clientes importantes do mercado. Trabalhar diretamente com uma personalidade como a Silvia me ensinou sobre posicionamento de marca, relacionamento com clientes e estratégias de conteúdo para o alto padrão.
Cada passagem me trouxe aprendizados únicos. Depois, fui para a Viviane Furrier como coordenadora de marketing, onde mergulhei na área do atacado, compreendendo a importância das multimarcas e das estratégias voltadas para esse público. Já na CORI, também como coordenadora de marketing, lidei com equipe, estratégia e expansão. Essas experiências foram fundamentais para consolidar meu olhar estratégico e minha capacidade de gestão.

E então, cheguei à Mondepars. A vaga apareceu de forma inesperada, e me vi diante da oportunidade de assumir o marketing de uma marca jovem, mas com um enorme potencial. Hoje, como Head de Marketing, lidero estratégias que envolvem branding, campanhas, ativações e crescimento da marca. Trabalhar nesse time tem sido um desafio empolgante, onde posso colocar em prática tudo que aprendi ao longo desses anos e, ao mesmo tempo, continuar evoluindo. É realmente incrível estar à frente do marketing de uma marca com tanto potencial! Nunca fui tão realizada profissionalmente quanto sou aqui =)
Olhar para trás e ver o quanto essa trajetória foi construída de forma orgânica, através de conexões, oportunidades e muito trabalho, é inspirador. Se tem algo que aprendi nesse caminho, é que cada experiência, por menor que pareça, pode ser um passo importante para chegar aonde queremos.
Beijos, The Setters! <3

Pra mim a definição de estilo é uma roupa básica com vários acessórios com muita personalidade. Eu amo usar vários aneis, colares e brincos, e recentemente ganhei uma corrente de celular da Aya Pitaya que pra mim super complementa nessa parte de acessórios. Ela é de perolas e como to sempre com o celular na mão, deixa o look muito cool.
Adoro a marca e tenho várias correntes longas para usar crossbody, mas essa é minha primeira de mão, to amando usar!

Tenho cupom pra vocês: PRICAO
enjoy (: ❤️

Recebi esse trio de esmaltes e o kit de blushs da Cathy Beauty. Sou muito fã da marca e já sai usando tudo. Minha cor favorita do trio é essa da foto, chama Daisy!
Já testei os blush cremosos e to amando também, principalmente o mais rosinha, to adorando esse tom bem Sabrina Carpenter coded

Tenho cupom pra vocês: THESETTERS10 ❤️ enjoyyy!!! (:

I'm cool but my dog is cooler
Faz um tempo que o mercado de pets está em crescimento constante e a tendência é que continue assim. Mas recentemente comecei a notar uma movimentação no mercado de moda/luxo quando o assunto é animais de estimação.
Desde coleiras da Prada e Louis Vuitton, até roupinhas diferentes, o mundo de pet está realmente entrando no universo fashion, e essa semana vi essas duas marcas (uma gringa e outra brasileira), que vão lançar itens fashion para pets.
So cute

Criei esse quadro para responder perguntas de vocês, direto ao ponto. As vezes a sua dúvida é a mesma de outra pessoa! :)


Heyy, escolhi algumas que estou de olho! Amo todas e acho que são super versáteis.
Se você tem alguma dúvida ou quer algum guide especifico, manda aqui de forma anônima e quem sabe eu respondo na próxima edição 🙂

🧁 Sei que foi brincadeira de primeiro de abril, mas eu genuinamente achei isso muito fofo
💦 Quero um desse para levar minha garrafa de água
📁 A Prada decidiu abrir o seu arquivo. Imagina que sonho visitar esse lugar!!
Editor’s note
![]() | Oie! Eu sou a Pri Cao, e eu escrevo, edito e faço a curadoria de cada conteúdo que você encontra por aqui! Sempre fui apaixonada por moda e por toda liberdade criativa que ela nos proporciona. A ideia da The Setters é trazer conteúdos autênticos, com dados e estudos, mas também com a minha visão de mundo. Espero que você goste de ler essa newsletter tanto quanto eu gosto de escreve-la! ❤️ Vou deixar aqui o link das minhas redes sociais para quem quiser trocar (sempre estou aberta e amo muito) |
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